Nesta terra de gigantes, que trocam vidas por diamantes...

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20.10.11

Genealogia do Rock


Vovô e Vovó Blues
Um casal velhinho, de pele escura, tendo os dois uma voz bem grave. Muito simpáticos e sorridentes, adoram dançar, ou "balançar o esqueleto", como preferem dizer. Já tiveram suas brigas com a Dona Música Clássica, e sempre foram amigos do senhor Jazz (especialmente a Sra. Blues), um outro velhinho, ex-acrobata de um circo local. Tiveram quatro filhos: Rockabilly, Rock Pop, Rock Progressivo e Hard Rock.
Rockabilly
O irmão mais velho. Outro que é apaixonado por dançar. Antigamente, andou muito com o segundo mais velho, o Rock Pop. Adora topetes, calças boca-de-sino, óculos escuros coloridos, brilhantina e coisas bregas em geral. Fez muito sucesso com a mulherada na juventude, mas agora é um velho gordo.
Rock Pop
Adora andar na moda, mas não tem uma opinião fixa. Já andou com todos os outros irmãos, menos com o progressivo. Sabe-se que ele ganha muito bem, e quem anda com ele também, e que ele é louco por dinheiro, se vende por qualquer coisa. Dizem que ele gosta de enganar as pessoas às vezes, dizendo que uma coisa é boa quando não é, mas não se sabe.
Rock Progressivo
Carinhosamente apelidado de Prog, ele é um caso a parte. Correm boatos de que ele é filho de um caso da Sra. Blues com o Sr. Jazz, o que ficou ainda mais sério quando ele começou a fazer acrobacias. Muito exibicionista, adora mostrar as loucuras que consegue fazer, apesar de que, de vez em quando, as pessoas se irritam por que ele fica muito tempo fazendo, ou faz coisas chatas, só por que é difícil. Mas é um cara muito legal, quando pára com o exibicionismo puro.
Hard Rock
Meio revoltado, meio dançante. Quanto a esse, não restam dúvidas que veio dos Blues. Ele também AMA penduricalhos, bandanas, lenços, maquiagem, cabelos bufantes e vive fazendo poses meio homossexuais, mas não é gay. Um pouco esquentadinho também. Conta-se que na adolescência usou e abusou das drogas e era meio ninfomaníaco. Casou-se e teve dois filhos: o pródigo Heavy Metal e o caçula Punk Rock.
Punk Rock
Muito revoltado, e muito relaxado também. Tentou ser igual ao pai, mas não conseguiu e se frustrou, vindo daí sua revolta. É muito fraquinho, raquítico. Não se importa com nada, mas vive falando de igualdade, vive defendendo ideais comunistas. Bebe mais que carro a gasolina com o tanque furado. A casa dele é uma bagunça, principalmente a COZINHA, que é muito tosca, tudo meia-boca. Teve dois filhos com a namorada, chamados de Hard Core e Grunge. Acha que um dia vai mudar a sociedade.
Hardcore
Menino meio maluco, vive correndo pela casa, não pára de correr. É um pouco mais organizado na cozinha do que o pai, mas também é fraquinho. É surfista e skatista também. Quando está meio EMOtivo, passa o tempo todo reclamando da namorada que corneia ele todo dia.
Grunge
Ele é meio tristonho, meio emotivo também.Vive reclamando da vida. Está na puberdade, por isso sua voz dá umas desafinadas às vezes. Ele costuma agir de maneira suicida. Menino estranho, esse.
Heavy Metal
Ele é muito forte e bem pesado. Bebe ainda mais que o Punk. Gosta de falar de mitologia nórdica e ocultismo, mas é bem cabeça aberta, dá para falar com ele de tudo: política, amor, humor, da vida... Reza a lenda que ele tem pacto com o diabo, mas isso é mentira. Adora roupas de couro e spikes. Dizem que ele é o que o Punk sempre quis ser. Tem uma voz grave, mas quando grita fica um pouco agudo. Tem fama de malvado, mas não é... Só quando está de mau-humor. Quando está de bom humor pode ser o cara mais engraçado do mundo. Gosta de cabelos compridos e de exibir os músculos às vezes. Não gosta muito de ir à Igreja. Acho que é daí que vem sua fama de anticristo... ainda mais quando ele começa a tirar sarro da cara dos sacristões, e eles levam a sério! Gosta de andar de motocicleta, e é mecânico. Tem uma Harley Davidson. Teve vários filhos: Thrash, Melódico, Prog Metal, Death, Black, White, Doom, Gothic, que são muito unidos (com exceção do Black e do White, que nunca se entenderam) que vivem fazendo trabalhos em cooperação.
Thrash
Mais ágil que o pai, trabalha de ajudante de pedreiro, sendo mais forte. Um pouco violento de vez em quando, mas também é muito engraçado quando quer. Quando era pequeno engoliu uma escova de cabelo e desde então sua voz nunca mais foi a mesma.
Melódico
Costumava freqüentar a casa da Sra. Música Clássica quando era menor. É ator de teatro, fascinado por J.R.R. Tolkien e coisas medievais. É muito feliz, especialmente quando fala. Tanto que seu maior problema é que ele costuma se empolgar, e, por ter uma voz aguda, fica irritante escutá-lo. Adora coisas muito enfeitadas. Quer dar um presente pra ele? Compre um livro de fantasia com uma capa de veludo e com um marca-páginas bem grande, com gravuras da pintura barroca, bem detalhados.
Prog Metal
Costumava andar com o tio Prog, e aprendeu muitas manobras e acrobacias, e espera ser artista de circo também, mas não consegue fazer tudo por que é mais gordo, mais pesado, e tem o mesmo problema com exibicionismo.
Os irmãos Death e Black
Figuraças. Sabe os irmãos caverna? São iguaizinhos. São tão parecidos, que só dá pra distinguir quando o Black está de maquiagem, ou quando está mais enfeitado. Ninguém entende muito o que eles falam. Acredita-se que tenham uma linguagem própria. Mas sabe-se que quando o Black abre a boca é pra mandar Deus pr'aquele lugar, e dizer que o Diabo é o senhor dele. Trabalha com confecção de velas. O Death é meio estranho, trabalha de legista. Das vezes que se entendeu o que ele disse, ele só falava de como as pessoas morriam. Acho que o emprego dele o deixou meio neurótico. Gostam muito do Thrash. O Death costuma falar com o White às vezes, mas o Black nem chega perto. São muito violentos e estouradinhos. O Black é muito frio também, não tem pena de ninguém, e vive mutilando animais.
White
Indo na contra-mão do pai, é extremamente religioso. Detesta o Black, mas consegue conversar com o Death, e eles até trabalham juntos de vez em quando. Na Igreja do White, é claro. Seu único problema é que, para tentar parecer mais cristão, esquece que nasceu em uma família de peso, fazendo jejuns muito grandes e ficando muito leve.
Doom e Gothic
Outros muito parecidos. Só dá pra perceber a diferença por que o Gothic é mais calminho e vive bem equipado com coisas eletrônicas, enquanto o Doom às vezes lembra o Death, em alguns traços. Vivem reclamando da vida, falando de como sofrem... De como a vida é um inferno... Parecem um pouco com o Grunge quando começam a falar, mas diga isso pra eles e veja o que sobra de você! O Gothic gosta de coisas eletrônicas e trabalha consertando equipamentos e tem um timbre de voz ultra grave, mas só fala sussurrando. O Doom trabalha de coveiro.
Ah! Existe um cara aí dizendo que pertence a essa família, mas todo mundo sabe que ele só quer ter o sobrenome Metal por dinheiro. Ele é tão porco que às vezes lembra o Punk, é mais desafinado que o Grunge, e só é pesadão, mas não se alimenta bem, vive de porcaria. Conhecido como New Metal. Para se ter uma idéia, ele anda com um carinha muito chato chamado Hip-Hop!
 Retirei este texto daqui:  
http://whiplash.net/materias/humor/000705.html

23.2.08

Vampiros do Hawaii


Hoje resolvi escrever sobre uma das minha bandas nacionais favoritas:ENGENHEIROS DO HAWAII.
Eu gosto das letras do Gessinger, elas tem um conteúdo artístico fantástico. Ele escreve como se pintasse um quadro, coloca sentimentos e cotidiano numa mistura equilibrada, muito subjetivo e intenso.
Talvez ele faça isso por entender a alma humana de um modo particular. Estou sendo dramático? Profundo demais? Talvez... ou talvez ele entenda disso por ser um vampiro... O que? não acredita nisso??
Tá bem, vamos aos fatos, incréu:

Tudo começou em Porto Alegre nos idos de 1984. Começaram a banda na Faculdade de Arquitetura, formada primeiramente por Humberto Gessinger na guitarra, Carlos Maltz na bateria e Marcelo Pitz no baixo.
Fizeram sua estréia em 1986 com o LP (os mais novos não conhecem isso...) LONGE DEMAIS DAS CAPITAIS. Depois gravaram A REVOLTA DOS DÂNDIS, com Augusto Licks na guitarra, e fizeram sucesso.
Talvez tenha sido nessa época que Gessinger vendeu sua alma. Muito provavelmente ele já deveria ter alguns furos na jugular que não eram beijos de fãs mais afoitas. Confira na música Terra de Gigantes: "Hey mãe! /Só me acorda quando o sol tiver se posto/Eu não quero ver meu rosto/Antes de anoitecer". Gessinger já sabia que o sol havia se transformado em seu inimigo mortal.
O sucesso continuou no próximo disco, OUÇA O QUE EU DIGO NÃO OUÇA NINGUÉM. A campanha para aumentar o número de criaturas da noite e fãs da banda deu malignamente certo, porque com seu disco, O PAPA É POP, de 1990, eles se tornam o grupo número 1 do rock brazuca.
Em o Papa é Pop, Gessinger já deixa transparecer que é um sugador de sangue viciado em carótidas. Na música chamada Nunca se Sabe, ele canta: "Nem sempre faço o que é melhor pra mim/Mas nunca faço o que eu não tô a fim de fazer/Não viro vampiro, eu prefiro sangrar/Me obrigue a morrer, mas não me peça pra matar". Talvez a consciência ou algum conflito interno estivesse em luta dentro dele. Ele ainda começa a revelar suas preferências em Exército de um Homem Só II: "Somos um exército/(o exército de um homem só) /um bando de vampiros/que odeiam sangue". Gessinger começa a ficar descuidado.
Em 1991, ele lançam o disco VÁRIAS VARIÁVEIS, no qual Humberto Gessinger revela ao mundo que gosta de sangue. As letras mostram todo o dilema do mais famoso vampiro brasileiro. A música Piano Bar é explícita: "Ontem à noite eu conheci uma guria/já era tarde, era quase dia/ era o princípio/num precipício/era o meu corpo que caia/ontem à noite, a noite tava fria /tudo queimava, nada aquecia /ela apareceu, parecia tão sozinha/parecia que era minha aquela solidão". Esta é a narração de um ataque à uma fã. Mais um crime perfeito, mais uma alma perdida. E sua transformações em morcego? Também tem, na música Ando Só: "Ando só/como um pássaro voando/ando só/como se voasse em bando." E ainda tem mais, na letra de Não é Sempre ele entrega ainda mais o jogo: "Você esquece que eu não sou de ferro/ (até o ferro pode enferrujar)/ você esquece que eu não sou de aço /e faço questão de provar:/ acontece que eu não nasci ontem/ (até hoje sempre escapei com vida)/ pra quem duvida de tudo que eu faço/ eu faço questão de mostrar/ "olhe pra mim... enquanto... desapareço no ar"/ não queira estar no meu lugar". Assustado?

Nessa época começaram a surgir as primeiras divergências internas que culminariam com um pseudo fim dos Engenheiros três anos depois. Talvez Augusto Licks e Carlos Maltz indignaram-se com as esquisitices de Humberto Gessinger, não por não dar entrevistas coletivas pela manhã, mas por dormir dependurado no teto de cabeça para baixo.
Descoberta a terrível verdade, Licks e Maltz se afastam de Gessinger e do grupo. Maltz forma daí uma banda esotérica chamada Irmandade para combater qualquer possível maldição vampiresca. Licks sumiu de vista. Foi para a Eupora e nunca mais foi visto.
No Brasil, Humberto reergueu os Engenheiros do Hawaii. Agora ele reina absoluto. E o número de fãs, ou melhor, de seguidores do vampiro-mestre, aumenta a cada dia. As apresentações dos EngHaw estão cada vez mais lotadas. Ao invés de 10.000 destinos serão 1.000.000 de vampiros.
Nesta terra de Gigantes, que trocam vidas por diamantes, a juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes...

P.S. Agradecimentos ao Fofox Mulder e ao Zero Zen Files

3.11.06

Vampiros do Hawaii


Hoje resolvi escrever sobre uma das minha bandas nacionais favoritas:ENGENHEIROS DO HAWAII.
Eu gosto das letras do Gessinger, elas tem um conteúdo artístico fantástico. Ele escreve como se pintasse um quadro, coloca sentimentos e cotidiano numa mistura equilibrada, muito subjetivo e intenso.
Talvez ele faça isso por entender a alma humana de um modo particular. Estou sendo dramático? Profundo demais? Talvez... ou talvez ele entenda disso por ser um vampiro... O que? não acredita nisso??
Tá bem, vamos aos fatos, incréu:

Tudo começou em Porto Alegre nos idos de 1984. Começaram a banda na Faculdade de Arquitetura, formada primeiramente por Humberto Gessinger na guitarra, Carlos Maltz na bateria e Marcelo Pitz no baixo.
Fizeram sua estréia em 1986 com o LP (os mais novos não conhecem isso...) LONGE DEMAIS DAS CAPITAIS. Depois gravaram A REVOLTA DOS DÂNDIS, com Augusto Licks na guitarra, e fizeram sucesso.
Talvez tenha sido nessa época que Gessinger vendeu sua alma. Muito provavelmente ele já deveria ter alguns furos na jugular que não eram beijos de fãs mais afoitas. Confira na música Terra de Gigantes: "Hey mãe! /Só me acorda quando o sol tiver se posto/Eu não quero ver meu rosto/Antes de anoitecer". Gessinger já sabia que o sol havia se transformado em seu inimigo mortal.
O sucesso continuou no próximo disco, OUÇA O QUE EU DIGO NÃO OUÇA NINGUÉM. A campanha para aumentar o número de criaturas da noite e fãs da banda deu malignamente certo, porque com seu disco, O PAPA É POP, de 1990, eles se tornam o grupo número 1 do rock brazuca.
Em o Papa é Pop, Gessinger já deixa transparecer que é um sugador de sangue viciado em carótidas. Na música chamada Nunca se Sabe, ele canta: "Nem sempre faço o que é melhor pra mim/Mas nunca faço o que eu não tô a fim de fazer/Não viro vampiro, eu prefiro sangrar/Me obrigue a morrer, mas não me peça pra matar". Talvez a consciência ou algum conflito interno estivesse em luta dentro dele. Ele ainda começa a revelar suas preferências em Exército de um Homem Só II: "Somos um exército/(o exército de um homem só) /um bando de vampiros/que odeiam sangue". Gessinger começa a ficar descuidado.
Em 1991, ele lançam o disco VÁRIAS VARIÁVEIS, no qual Humberto Gessinger revela ao mundo que gosta de sangue. As letras mostram todo o dilema do mais famoso vampiro brasileiro. A música Piano Bar é explícita: "Ontem à noite eu conheci uma guria/já era tarde, era quase dia/ era o princípio/num precipício/era o meu corpo que caia/ontem à noite, a noite tava fria /tudo queimava, nada aquecia /ela apareceu, parecia tão sozinha/parecia que era minha aquela solidão". Esta é a narração de um ataque à uma fã. Mais um crime perfeito, mais uma alma perdida. E sua transformações em morcego? Também tem, na música Ando Só: "Ando só/como um pássaro voando/ando só/como se voasse em bando." E ainda tem mais, na letra de Não é Sempre ele entrega ainda mais o jogo: "Você esquece que eu não sou de ferro/ (até o ferro pode enferrujar)/ você esquece que eu não sou de aço /e faço questão de provar:/ acontece que eu não nasci ontem/ (até hoje sempre escapei com vida)/ pra quem duvida de tudo que eu faço/ eu faço questão de mostrar/ "olhe pra mim... enquanto... desapareço no ar"/ não queira estar no meu lugar". Assustado?

Nessa época começaram a surgir as primeiras divergências internas que culminariam com um pseudo fim dos Engenheiros três anos depois. Talvez Augusto Licks e Carlos Maltz indignaram-se com as esquisitices de Humberto Gessinger, não por não dar entrevistas coletivas pela manhã, mas por dormir dependurado no teto de cabeça para baixo.
Descoberta a terrível verdade, Licks e Maltz se afastam de Gessinger e do grupo. Maltz forma daí uma banda esotérica chamada Irmandade para combater qualquer possível maldição vampiresca. Licks sumiu de vista. Foi para a Eupora e nunca mais foi visto.
No Brasil, Humberto reergueu os Engenheiros do Hawaii. Agora ele reina absoluto. E o número de fãs, ou melhor, de seguidores do vampiro-mestre, aumenta a cada dia. As apresentações dos EngHaw estão cada vez mais lotadas. Ao invés de 10.000 destinos serão 1.000.000 de vampiros.
Nesta terra de Gigantes, que trocam vidas por diamantes, a juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes...

P.S. Agradecimentos ao Fofox Mulder e ao Zero Zen Files