Nesta terra de gigantes, que trocam vidas por diamantes...

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20.10.11

Genealogia do Rock


Vovô e Vovó Blues
Um casal velhinho, de pele escura, tendo os dois uma voz bem grave. Muito simpáticos e sorridentes, adoram dançar, ou "balançar o esqueleto", como preferem dizer. Já tiveram suas brigas com a Dona Música Clássica, e sempre foram amigos do senhor Jazz (especialmente a Sra. Blues), um outro velhinho, ex-acrobata de um circo local. Tiveram quatro filhos: Rockabilly, Rock Pop, Rock Progressivo e Hard Rock.
Rockabilly
O irmão mais velho. Outro que é apaixonado por dançar. Antigamente, andou muito com o segundo mais velho, o Rock Pop. Adora topetes, calças boca-de-sino, óculos escuros coloridos, brilhantina e coisas bregas em geral. Fez muito sucesso com a mulherada na juventude, mas agora é um velho gordo.
Rock Pop
Adora andar na moda, mas não tem uma opinião fixa. Já andou com todos os outros irmãos, menos com o progressivo. Sabe-se que ele ganha muito bem, e quem anda com ele também, e que ele é louco por dinheiro, se vende por qualquer coisa. Dizem que ele gosta de enganar as pessoas às vezes, dizendo que uma coisa é boa quando não é, mas não se sabe.
Rock Progressivo
Carinhosamente apelidado de Prog, ele é um caso a parte. Correm boatos de que ele é filho de um caso da Sra. Blues com o Sr. Jazz, o que ficou ainda mais sério quando ele começou a fazer acrobacias. Muito exibicionista, adora mostrar as loucuras que consegue fazer, apesar de que, de vez em quando, as pessoas se irritam por que ele fica muito tempo fazendo, ou faz coisas chatas, só por que é difícil. Mas é um cara muito legal, quando pára com o exibicionismo puro.
Hard Rock
Meio revoltado, meio dançante. Quanto a esse, não restam dúvidas que veio dos Blues. Ele também AMA penduricalhos, bandanas, lenços, maquiagem, cabelos bufantes e vive fazendo poses meio homossexuais, mas não é gay. Um pouco esquentadinho também. Conta-se que na adolescência usou e abusou das drogas e era meio ninfomaníaco. Casou-se e teve dois filhos: o pródigo Heavy Metal e o caçula Punk Rock.
Punk Rock
Muito revoltado, e muito relaxado também. Tentou ser igual ao pai, mas não conseguiu e se frustrou, vindo daí sua revolta. É muito fraquinho, raquítico. Não se importa com nada, mas vive falando de igualdade, vive defendendo ideais comunistas. Bebe mais que carro a gasolina com o tanque furado. A casa dele é uma bagunça, principalmente a COZINHA, que é muito tosca, tudo meia-boca. Teve dois filhos com a namorada, chamados de Hard Core e Grunge. Acha que um dia vai mudar a sociedade.
Hardcore
Menino meio maluco, vive correndo pela casa, não pára de correr. É um pouco mais organizado na cozinha do que o pai, mas também é fraquinho. É surfista e skatista também. Quando está meio EMOtivo, passa o tempo todo reclamando da namorada que corneia ele todo dia.
Grunge
Ele é meio tristonho, meio emotivo também.Vive reclamando da vida. Está na puberdade, por isso sua voz dá umas desafinadas às vezes. Ele costuma agir de maneira suicida. Menino estranho, esse.
Heavy Metal
Ele é muito forte e bem pesado. Bebe ainda mais que o Punk. Gosta de falar de mitologia nórdica e ocultismo, mas é bem cabeça aberta, dá para falar com ele de tudo: política, amor, humor, da vida... Reza a lenda que ele tem pacto com o diabo, mas isso é mentira. Adora roupas de couro e spikes. Dizem que ele é o que o Punk sempre quis ser. Tem uma voz grave, mas quando grita fica um pouco agudo. Tem fama de malvado, mas não é... Só quando está de mau-humor. Quando está de bom humor pode ser o cara mais engraçado do mundo. Gosta de cabelos compridos e de exibir os músculos às vezes. Não gosta muito de ir à Igreja. Acho que é daí que vem sua fama de anticristo... ainda mais quando ele começa a tirar sarro da cara dos sacristões, e eles levam a sério! Gosta de andar de motocicleta, e é mecânico. Tem uma Harley Davidson. Teve vários filhos: Thrash, Melódico, Prog Metal, Death, Black, White, Doom, Gothic, que são muito unidos (com exceção do Black e do White, que nunca se entenderam) que vivem fazendo trabalhos em cooperação.
Thrash
Mais ágil que o pai, trabalha de ajudante de pedreiro, sendo mais forte. Um pouco violento de vez em quando, mas também é muito engraçado quando quer. Quando era pequeno engoliu uma escova de cabelo e desde então sua voz nunca mais foi a mesma.
Melódico
Costumava freqüentar a casa da Sra. Música Clássica quando era menor. É ator de teatro, fascinado por J.R.R. Tolkien e coisas medievais. É muito feliz, especialmente quando fala. Tanto que seu maior problema é que ele costuma se empolgar, e, por ter uma voz aguda, fica irritante escutá-lo. Adora coisas muito enfeitadas. Quer dar um presente pra ele? Compre um livro de fantasia com uma capa de veludo e com um marca-páginas bem grande, com gravuras da pintura barroca, bem detalhados.
Prog Metal
Costumava andar com o tio Prog, e aprendeu muitas manobras e acrobacias, e espera ser artista de circo também, mas não consegue fazer tudo por que é mais gordo, mais pesado, e tem o mesmo problema com exibicionismo.
Os irmãos Death e Black
Figuraças. Sabe os irmãos caverna? São iguaizinhos. São tão parecidos, que só dá pra distinguir quando o Black está de maquiagem, ou quando está mais enfeitado. Ninguém entende muito o que eles falam. Acredita-se que tenham uma linguagem própria. Mas sabe-se que quando o Black abre a boca é pra mandar Deus pr'aquele lugar, e dizer que o Diabo é o senhor dele. Trabalha com confecção de velas. O Death é meio estranho, trabalha de legista. Das vezes que se entendeu o que ele disse, ele só falava de como as pessoas morriam. Acho que o emprego dele o deixou meio neurótico. Gostam muito do Thrash. O Death costuma falar com o White às vezes, mas o Black nem chega perto. São muito violentos e estouradinhos. O Black é muito frio também, não tem pena de ninguém, e vive mutilando animais.
White
Indo na contra-mão do pai, é extremamente religioso. Detesta o Black, mas consegue conversar com o Death, e eles até trabalham juntos de vez em quando. Na Igreja do White, é claro. Seu único problema é que, para tentar parecer mais cristão, esquece que nasceu em uma família de peso, fazendo jejuns muito grandes e ficando muito leve.
Doom e Gothic
Outros muito parecidos. Só dá pra perceber a diferença por que o Gothic é mais calminho e vive bem equipado com coisas eletrônicas, enquanto o Doom às vezes lembra o Death, em alguns traços. Vivem reclamando da vida, falando de como sofrem... De como a vida é um inferno... Parecem um pouco com o Grunge quando começam a falar, mas diga isso pra eles e veja o que sobra de você! O Gothic gosta de coisas eletrônicas e trabalha consertando equipamentos e tem um timbre de voz ultra grave, mas só fala sussurrando. O Doom trabalha de coveiro.
Ah! Existe um cara aí dizendo que pertence a essa família, mas todo mundo sabe que ele só quer ter o sobrenome Metal por dinheiro. Ele é tão porco que às vezes lembra o Punk, é mais desafinado que o Grunge, e só é pesadão, mas não se alimenta bem, vive de porcaria. Conhecido como New Metal. Para se ter uma idéia, ele anda com um carinha muito chato chamado Hip-Hop!
 Retirei este texto daqui:  
http://whiplash.net/materias/humor/000705.html

23.1.10

Zapeando II


Ontem, ainda assisti na Record News, um pedaço da reprise do programa Música com a Maria Cândida entrevistando o Lobão.

O cara sempre foi polêmico, talvez por encarnar o espírito Rolling Stones no rock brasileiro. Mas com uma vantagem: diz o que pensa e que se fodam os outros. A verdade ácida corrói os espíritos fracos e personalidades insossas. Uma frase marcou a entrevista: "No país da fofoca, ter opinião é tabu."  Nisso ele matou a pau.

Criticou a Bossa Nova, meteu o pau na música dita "cult", declarou que o funk carioca é uma maravilha (!)... Por que? Porque o funk mostra a realidade do povo: " Vou meter tiro na cara... /... Dou mesmo e daí?... / ... Tô ficando atoladinha... Enquanto que a Bossa Nova mostra uma coisa maquiada, mundinho pequeno burguês, "A tardinha cai, o barquinho vai... /... Narciso acha feio o que não é espelho...    Música pra inglês ver. 

Mas então, por que ela é cultuada lá fora? Porque gringo não entende a cultura brasileira. Carmem Miranda é símbolo do Brasil lá fora até hoje. O que ela é aqui no Brasil? Nada.

Pessoalmente, eu acho o Miami Bass (que aqui é chamado de Funk Carioca) uma merda... Mas concordo que a realidade é maior que a mostrada pela Bossa Nova.

Funk pra mim é a música norte-americana: James Brown, KC and the Sunshine Band, Kool & The Gang, entre outros. Aqui no Brasil, os setentistas, tipo Gerson King Combo mandaram ver no funk de raíz. Mas isso é história pra outro post.

Acho que o Lobão tomou a pílula vermelha duas vezes, por isso é tão realista.

13.1.10

Lista dos 10 vídeos mais vistos do Youtube.


Era uma vez num reino muito, muito distante eu escrevi uma lista dos vídeos mais vistos do Youtube. Tempos depois, começaram as críticas dizendo que aqueles não eram os mais vistos... Claro que não... Elementar, meu caro Watson. De tempos em tempos o ranking muda, o que era hype vai pro ostracismo e aparecem outras celebridades momentâneas. Isso são os 15 minutos de fama da Internet.Mas vamos então dar uma olhada como está esta lista hoje:

Ladies and gentleman! And the Oscar goes to:

1. Charlie bit my finger. Again! 149.720.728 exibições

2. Evolution of Dance  134.646.539 exibições


3. Miley Cyrus - 7 Things - Official Music Video (HQ) 108.723.177 exibições


4. Jeff Dunham - Achmed the Dead Terrorist 104.212.022 exibições


5. Hahaha  103.574.252 exibições


6. Lo que tú Quieras Oír  99.329.264 exibições


7. Pitbull - I Know You Want Me  93.196.072 exibições


8. Susan Boyle  85.346.729  exibições

( Este vídeo não pode ser incorporado aqui, mas aqui está o link dele:   http://www.youtube.com/watch?v=9lp0IWv8QZY)

9. Timbaland - Apologize (feat. One Republic)  81.393.325 exibições


10. Vanessa Hudgens Say Ok Music Video  78.758.557 exibições 


 Então é isso. Espero que tenham gostado... E caso haja alguma discordância, não me crucifique, faça um post no seu blog ou comente isso aqui, porque não sou o Ozymandias e não tenho todas as respostas. Ah, e a maioria desses vídeos tem outras versões upadas e por isso a ordem pode se alterar se forem somadas todas as versões existentes. 

Away pra vcs.



1.7.09

Burning Man - O Festival do outro mundo.













Hoje vou escrever sobre um dos festivais mais nonsense da nossa época.

É um festival que acontece no meio do deserto de Black Rock em Nevada, nos EUA, desde 1986. Onde cumina-se na queima de um homem de madeira, simbolizando todos os stress da vida diária.

Durante uma semana milhares de pessoas se espalham com suas tendas, carros, bicicletas e tudo mais. É montada a estrutura de uma verdadeira cidade em forma de lua. É a maior mistura de eventos acontecendo ao mesmo tempo que se pode imaginar: Os participantes prestam culto à arte, rituais esotéricos, raves 24 horas por dia, corridas com aranhas mecânicas, carros saídos direto do Mad Max, nudismo, vale tudo nesse festival! É um desprendimento do modo diário de vida comum em busca de algo totalmente diferente.

Como escreveu a Lenara Verle:  "Em um lugar você pode escrever seu pedido ao deus do fogo, em outro fotografar a sua vagina para a posteridade, ou controlar luzes piscantes em um arco na areia, passear de camelo, mandar mensagens para o espaço, dançar até amanhecer, andar de avião pelado, ser psicanalisado, entrar em um concurso de fantasias, dar e/ou receber massagens, tomar sorvete, levar choques elétricos, participar das mais variadas seitas, práticas alternativas, aulas, rituais e festas."

"Um café expresso pode ser barganhado em troca de um strip-tease, e você pode acender o cigarro no lança-chamas portátil do vizinho.
Para ir rapidamente de um lugar a outro da cidade, dá pra escolher entre sofás motorizados, riquixás com ou sem abanador acoplado, um bar sobre rodas, ou o gorila que carrega as pessoas nas costas. Até as dez da manhã meninas de topless ganham carona de avião sem pagar nada. Andar de camelo é mais difícil - o camelo tem que ir com a sua cara, ou então nada feito."

Não há dinheiro ali, tudo funciona na base da troca.  Os participantes precisam levar absolutamente tudo o que vão precisar e no final do festival o deserto deve ficar como se não tivesse havido nada ali, absolutamente limpo. Todas as obras de arte feitas durante o festival são queimadas e,com elas, são queimadas toneladas de fogos de artifício.

Quem vai uma vez geralmente volta nos próximos com idéias novas de diversão. Por isso o festival aumenta anualmente.

Este ano acontecerá de 31 de agosto a 7 de setembro. O preço é a partir de US$ 280,00. Por esse preço vale participar desse festival neo-hippie-techno-cyber-punk.

Para quem quiser saber mais sobre isso:  http://www.burningman.com/

P.S. Ainda escreverei sobre o Kumbh Mela qualquer dia desses.

23.2.08

Vampiros do Hawaii


Hoje resolvi escrever sobre uma das minha bandas nacionais favoritas:ENGENHEIROS DO HAWAII.
Eu gosto das letras do Gessinger, elas tem um conteúdo artístico fantástico. Ele escreve como se pintasse um quadro, coloca sentimentos e cotidiano numa mistura equilibrada, muito subjetivo e intenso.
Talvez ele faça isso por entender a alma humana de um modo particular. Estou sendo dramático? Profundo demais? Talvez... ou talvez ele entenda disso por ser um vampiro... O que? não acredita nisso??
Tá bem, vamos aos fatos, incréu:

Tudo começou em Porto Alegre nos idos de 1984. Começaram a banda na Faculdade de Arquitetura, formada primeiramente por Humberto Gessinger na guitarra, Carlos Maltz na bateria e Marcelo Pitz no baixo.
Fizeram sua estréia em 1986 com o LP (os mais novos não conhecem isso...) LONGE DEMAIS DAS CAPITAIS. Depois gravaram A REVOLTA DOS DÂNDIS, com Augusto Licks na guitarra, e fizeram sucesso.
Talvez tenha sido nessa época que Gessinger vendeu sua alma. Muito provavelmente ele já deveria ter alguns furos na jugular que não eram beijos de fãs mais afoitas. Confira na música Terra de Gigantes: "Hey mãe! /Só me acorda quando o sol tiver se posto/Eu não quero ver meu rosto/Antes de anoitecer". Gessinger já sabia que o sol havia se transformado em seu inimigo mortal.
O sucesso continuou no próximo disco, OUÇA O QUE EU DIGO NÃO OUÇA NINGUÉM. A campanha para aumentar o número de criaturas da noite e fãs da banda deu malignamente certo, porque com seu disco, O PAPA É POP, de 1990, eles se tornam o grupo número 1 do rock brazuca.
Em o Papa é Pop, Gessinger já deixa transparecer que é um sugador de sangue viciado em carótidas. Na música chamada Nunca se Sabe, ele canta: "Nem sempre faço o que é melhor pra mim/Mas nunca faço o que eu não tô a fim de fazer/Não viro vampiro, eu prefiro sangrar/Me obrigue a morrer, mas não me peça pra matar". Talvez a consciência ou algum conflito interno estivesse em luta dentro dele. Ele ainda começa a revelar suas preferências em Exército de um Homem Só II: "Somos um exército/(o exército de um homem só) /um bando de vampiros/que odeiam sangue". Gessinger começa a ficar descuidado.
Em 1991, ele lançam o disco VÁRIAS VARIÁVEIS, no qual Humberto Gessinger revela ao mundo que gosta de sangue. As letras mostram todo o dilema do mais famoso vampiro brasileiro. A música Piano Bar é explícita: "Ontem à noite eu conheci uma guria/já era tarde, era quase dia/ era o princípio/num precipício/era o meu corpo que caia/ontem à noite, a noite tava fria /tudo queimava, nada aquecia /ela apareceu, parecia tão sozinha/parecia que era minha aquela solidão". Esta é a narração de um ataque à uma fã. Mais um crime perfeito, mais uma alma perdida. E sua transformações em morcego? Também tem, na música Ando Só: "Ando só/como um pássaro voando/ando só/como se voasse em bando." E ainda tem mais, na letra de Não é Sempre ele entrega ainda mais o jogo: "Você esquece que eu não sou de ferro/ (até o ferro pode enferrujar)/ você esquece que eu não sou de aço /e faço questão de provar:/ acontece que eu não nasci ontem/ (até hoje sempre escapei com vida)/ pra quem duvida de tudo que eu faço/ eu faço questão de mostrar/ "olhe pra mim... enquanto... desapareço no ar"/ não queira estar no meu lugar". Assustado?

Nessa época começaram a surgir as primeiras divergências internas que culminariam com um pseudo fim dos Engenheiros três anos depois. Talvez Augusto Licks e Carlos Maltz indignaram-se com as esquisitices de Humberto Gessinger, não por não dar entrevistas coletivas pela manhã, mas por dormir dependurado no teto de cabeça para baixo.
Descoberta a terrível verdade, Licks e Maltz se afastam de Gessinger e do grupo. Maltz forma daí uma banda esotérica chamada Irmandade para combater qualquer possível maldição vampiresca. Licks sumiu de vista. Foi para a Eupora e nunca mais foi visto.
No Brasil, Humberto reergueu os Engenheiros do Hawaii. Agora ele reina absoluto. E o número de fãs, ou melhor, de seguidores do vampiro-mestre, aumenta a cada dia. As apresentações dos EngHaw estão cada vez mais lotadas. Ao invés de 10.000 destinos serão 1.000.000 de vampiros.
Nesta terra de Gigantes, que trocam vidas por diamantes, a juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes...

P.S. Agradecimentos ao Fofox Mulder e ao Zero Zen Files

1.2.08

Have You Ever Seen the Rain?

Rév iú éve sin de rein?
Na melhor tradução para o português, este vídeo hilário mostra essa pérola dos anos 70, do Creedence Clearwater Revival.

19.6.07

Descubra o filme!


Este jogo é muito interesante, especialmente para quem gosta de filmes e quer testar a memória.

São 64 músicas onde você deve descobrir a qual filme elas pertencem. São filmes famosos de todas as épocas.

Consegui 44 acertos da primeira vez, depois lembrei de mais alguns.

Vale a pena fazer.




7.3.07

18.11.06

Lucy no Céu com Diamantes



Hoje vou falar sobre Lucy in the Sky with Diamonds, gosto da música, ela é uma viagem...
Ela já foi acusada de fazer apologia às drogas, porque as primeiras letras do nome são um acróstico de LSD.
John Lennon disse que inspirou-se num desenho de seu filho, então com 4 anos, que mostrava um personagem voando nos céus.
A música pertence ao álbum Sargent Peppers Lonely Hearts Club Band, cuja capa também é muito psicodélico. O LSD estava em voga e é bem capaz que não seja tão ao acaso o nome da música, porque como sabemos os Beatles tinham uma forte jogada de marketing.
Outros "mistérios" são atribuídos aos Beatles, como a morte de Paul McCartney, todas as referências disso nas capas dos discos (inclusive deste, a foto não parece um enterro?), mas isso é outro assunto.
Lucy no céu com diamantes
Pinte você mesmo em um barco em um rio
Com pés de tangerina e céus de marmelada
Alguém o chama, você responde muito lentamente
Uma menina com olhos de caleidoscópio
Flores de celofane amarelo e verde
Sobressaindo sobre sua cabeça
Procure a menina com o sol nos olhos e ela se foi
Lucy no céu com diamantes
Lucy no céu com diamantes
Lucy no céu com diamantes, ah
Siga-a até uma ponte por uma fonte
Onde povos de cavalos de pedra comem tortas de marshmallow
Todos sorriem quando você vagueia pelas flores
Isso cresce de forma tão inacreditável!
Táxis de jornal aparecem nas orlas
Esperando para levá-lo embora
Escale a parte de trás com sua cabeça nas nuvens e você se foi
Lucy no céu com diamantes
Lucy no céu com diamantes
Lucy no céu com diamantes, ah
Pinte você mesmo em um trem em uma estação
Com porteiros de plasticine com gravatas de espelho
De repente alguém está na catraca
A menina com olhos de caleidoscópio
Lucy no céu com diamantes
Lucy no céu com diamantes
Lucy no céu com diamantes, ah
Muito doida essa música...

8.11.06

Sexo, Orégano e Rock'n'Roll

Sexo, Orégano e Rock'n'Roll é o filme de animação considerado por alguns como uns dos melhores já feitos no Brasil.

Baseado (em todos os sentidos) nos personagens de Angeli, que são dois bicho-grilos hippies que não conseguem adaptar-se ao mundo atual, então o jeito é dar ouvidos à voz sábia do profeta Raulzito (Tom Zé) e ressuscitar a velha banda de rock'n'roll.

Rita Lee ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante nesse filme fazendo a voz da Rê Bordosa.

Toda a magia Flower Power num cinema perto de você.

3.11.06

Vampiros do Hawaii


Hoje resolvi escrever sobre uma das minha bandas nacionais favoritas:ENGENHEIROS DO HAWAII.
Eu gosto das letras do Gessinger, elas tem um conteúdo artístico fantástico. Ele escreve como se pintasse um quadro, coloca sentimentos e cotidiano numa mistura equilibrada, muito subjetivo e intenso.
Talvez ele faça isso por entender a alma humana de um modo particular. Estou sendo dramático? Profundo demais? Talvez... ou talvez ele entenda disso por ser um vampiro... O que? não acredita nisso??
Tá bem, vamos aos fatos, incréu:

Tudo começou em Porto Alegre nos idos de 1984. Começaram a banda na Faculdade de Arquitetura, formada primeiramente por Humberto Gessinger na guitarra, Carlos Maltz na bateria e Marcelo Pitz no baixo.
Fizeram sua estréia em 1986 com o LP (os mais novos não conhecem isso...) LONGE DEMAIS DAS CAPITAIS. Depois gravaram A REVOLTA DOS DÂNDIS, com Augusto Licks na guitarra, e fizeram sucesso.
Talvez tenha sido nessa época que Gessinger vendeu sua alma. Muito provavelmente ele já deveria ter alguns furos na jugular que não eram beijos de fãs mais afoitas. Confira na música Terra de Gigantes: "Hey mãe! /Só me acorda quando o sol tiver se posto/Eu não quero ver meu rosto/Antes de anoitecer". Gessinger já sabia que o sol havia se transformado em seu inimigo mortal.
O sucesso continuou no próximo disco, OUÇA O QUE EU DIGO NÃO OUÇA NINGUÉM. A campanha para aumentar o número de criaturas da noite e fãs da banda deu malignamente certo, porque com seu disco, O PAPA É POP, de 1990, eles se tornam o grupo número 1 do rock brazuca.
Em o Papa é Pop, Gessinger já deixa transparecer que é um sugador de sangue viciado em carótidas. Na música chamada Nunca se Sabe, ele canta: "Nem sempre faço o que é melhor pra mim/Mas nunca faço o que eu não tô a fim de fazer/Não viro vampiro, eu prefiro sangrar/Me obrigue a morrer, mas não me peça pra matar". Talvez a consciência ou algum conflito interno estivesse em luta dentro dele. Ele ainda começa a revelar suas preferências em Exército de um Homem Só II: "Somos um exército/(o exército de um homem só) /um bando de vampiros/que odeiam sangue". Gessinger começa a ficar descuidado.
Em 1991, ele lançam o disco VÁRIAS VARIÁVEIS, no qual Humberto Gessinger revela ao mundo que gosta de sangue. As letras mostram todo o dilema do mais famoso vampiro brasileiro. A música Piano Bar é explícita: "Ontem à noite eu conheci uma guria/já era tarde, era quase dia/ era o princípio/num precipício/era o meu corpo que caia/ontem à noite, a noite tava fria /tudo queimava, nada aquecia /ela apareceu, parecia tão sozinha/parecia que era minha aquela solidão". Esta é a narração de um ataque à uma fã. Mais um crime perfeito, mais uma alma perdida. E sua transformações em morcego? Também tem, na música Ando Só: "Ando só/como um pássaro voando/ando só/como se voasse em bando." E ainda tem mais, na letra de Não é Sempre ele entrega ainda mais o jogo: "Você esquece que eu não sou de ferro/ (até o ferro pode enferrujar)/ você esquece que eu não sou de aço /e faço questão de provar:/ acontece que eu não nasci ontem/ (até hoje sempre escapei com vida)/ pra quem duvida de tudo que eu faço/ eu faço questão de mostrar/ "olhe pra mim... enquanto... desapareço no ar"/ não queira estar no meu lugar". Assustado?

Nessa época começaram a surgir as primeiras divergências internas que culminariam com um pseudo fim dos Engenheiros três anos depois. Talvez Augusto Licks e Carlos Maltz indignaram-se com as esquisitices de Humberto Gessinger, não por não dar entrevistas coletivas pela manhã, mas por dormir dependurado no teto de cabeça para baixo.
Descoberta a terrível verdade, Licks e Maltz se afastam de Gessinger e do grupo. Maltz forma daí uma banda esotérica chamada Irmandade para combater qualquer possível maldição vampiresca. Licks sumiu de vista. Foi para a Eupora e nunca mais foi visto.
No Brasil, Humberto reergueu os Engenheiros do Hawaii. Agora ele reina absoluto. E o número de fãs, ou melhor, de seguidores do vampiro-mestre, aumenta a cada dia. As apresentações dos EngHaw estão cada vez mais lotadas. Ao invés de 10.000 destinos serão 1.000.000 de vampiros.
Nesta terra de Gigantes, que trocam vidas por diamantes, a juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes...

P.S. Agradecimentos ao Fofox Mulder e ao Zero Zen Files

25.10.06

Psicodelismo com gelatina




Hoje resolvi escrever sobre The Flaming Lips.

O Flaming Lips é um grupo formado em 1983, que já começou diferente. O guitarrista Wayne Coyne roubou alguns instrumentos musicais de uma igreja e junto com seu irmão Mark e Michael Ivins fizeram seu primeiro show num bar de travestis.
A banda conseguiu um número significativo de fãs, graças em parte aos seus shows bizarros e performáticos, que incluiam máquinas de fazer bolhas, confetes, balões, bonecos de mão e pisca-piscas de Natal. Depois começaram a mudar a formação nos próximos álbuns.
No início de 1995, o single "She Don´t Use Jelly" se tornou um top 10 e o clipe passava bastante na MTV. Os Lips até apareceram na famosa série de TV Barrados no Baile e tocaram "She Don´t Use Jelly" ao vivo no Late Night with David Letterman em março de 1995.
Uma série de incidentes estranhos (recontados na música "The spiderbite Song") pertubaram a banda. O braço do baterista Steve Drozd foi quase amputado pelo que ele considerou ser uma mordida de aranha (o resultado do uso que Drozd fazia de heroina) e Ivins ficou preso em seu carro por muitas horas, após uma roda de um outro carro ter batido no seu vidro.
Em 1997 foi lançado o disco Zaireeka. Um álbum quádruplo em que a intenção é ser ouvido ao tocar os quatro CDs simultaneamente. Os sons foram manipulados quase totalmente em estúdio.

O disco que deu a grande virada foi The Soft Bulletin, de 1999. Este álbum foi considerado como um dos melhores da década, comparado por muitos ao Pet Sounds do Beach Boys. O álbum incluiu um uso maior de sintetizadores, baterias eletrônicas, efeitos sonoros e mais manipulações no estúdio. Após o lançamento do álbum, Wayne Coyne disse que "se alguém me perguntasse qual instrumento eu toquei, eu falaria que foi o estúdio de gravação".
Uma outra tentativa de melhorar a experiência ao vivo para o público e parar reproduzir com mais precisão a sonoridade de The Soft Bulletin, os Lips desenvolveram o conceito do "Concerto Fone de Ouvido". Um transmissor FM era montado e o show era simultaneamente transmitido para pequenos aparelhos de walkman com fones de ouvidos disponíveis gratuitamente para o público. Isso iria, na teoria, permitir ao público uma claridade sonora ao mesmo tempo que sentindo a força dos amplificadores.
Um de seus seguidores foram The Polyphonic Spree, que já postei aqui tempos atrás.
Esse tipo de banda me chama a atenção não somente pela música, mas também pela performance, onde incorporam teatro, sons, luzes e tudo o que puder chamar a atenção do maior número de sentidos ao mesmo tempo.